Sábado à tarde eu assisti ao quadro “Homenagem ao Artista” do Programa Raul Gil, que homenageava o Pe. Fábio Melo. Compositor, músico, cantor e padre com boa aparência e que vem fazendo muito sucesso com sua pregação cantada, seus shows e gravações.
Tinha um pequeno interesse no programa por tratar-se de um padre-artista e por conhecer os comentários e preconceitos a que estas pessoas são submetidas e ainda, por tentar saber como se defenderia das provocações do tipo: “você já namorou?; você se acha bonito? ...”. Questões que obviamente reproduzem a curiosidade popular, mas que não engrandecem em nada as conversas que são mantidas nestes programas.
Num dado momento, já muito emocionado com os testemunhos apresentados, o padre disse uma frase que me acendeu: “Já não sei quem vai dentro de mim!*” e completou, “... são tantas pessoas, amores, lembranças ... “.
Numa primeira leitura esta frase parece indicar um desvio psicológico ou uma crise de identidade. Como alguém, em sã consciência, não sabe mais quem vai dentro de si? Seria esta uma indicação de que este ser não mais se reconhece ou compreende? E se por acaso tomarmos esta interpretação como certa, seria confiável dar trela a alguém que não se reconhece? Nem ao menos a si próprio?
Mas o complemento da declaração muda tudo!
É como se dissesse, reconhecendo sua constituição, que dentro dele existe um único ser que é formado de muitas boas e más lembranças, experiências, aprendizados, dúvidas e certezas.
Também me sinto assim.
Quando olho para dentro de mim, revirando as minhas coisas e questionando meu eu encontro diversas pessoas, palavras, sentimentos, lembranças ... que me pertencem hoje porque me apropriei delas, mas eram de pessoas amadas, admiradas ou nem tanto.
Lembro de encontros que jamais ocorrerão novamente e que deixaram marcas tão profundas que os tornam presentes continuamente. Conversas com meus pais, meus irmão, minha namorada e esposa, com chefes, com subordinados, com os amigos, com os colegas, alunos, professores, com gente que nem sei o que era e de com algumas que prefiro nem lembrar. Todas, simplesmente todas, deixaram alguma coisa e quando analiso esta formação com um pouco de calma consigo identificar algumas, mas outras, embora dentro de mim, são anônimas.
Que loucura!!! Como podem ser anônimas ou desconhecidas se me pertencem e formam o meu eu?
Pensando um pouco sobre esta semana que passou percebi vários eventos com os quais tive a alegria de poder encontrar amigos, familiares, professores, colegas e alunos que não via havia algum tempo. Senti uma alegria profunda de poder conversar, lembrar “causos” e repetir piadas e também um grande orgulho de ser recebido por todos com festa e ainda, talvez o mais significativo, de ser festejado por muitos ex-alunos.
Juntando as duas coisas percebi que “sou muitos” não só porque absorvi e guardei aqueles que passaram pela minha vida, mas também porque passei e marquei a vida de outros, que me levam em suas lembranças, conhecimentos, formação enfim.
Concordo com o Padre, pensando bem já não sei quem vai dentro de mim, mas completo a frase dizendo que também não sei por onde eu vou nem dentro de quem.
Aproveito para saudar a todos os meus grandes amigos que graças à Deus são muitos.
* permita-me a possibilidade de não ser literalmente a frase dita, asseguro que o sentido era este.
6 de abr. de 2009
3 de abr. de 2009
Questões sobre a educação.
Estive buscando alguns textos ou conteúdos que falassem de educação e de novidades nessa área, que tem apresentado muitas, mas alcançado de modo efetivo poucos resultados interessantes e verdadeiramente inovadores.
Me deparei com artigos sobre o EAD/E-learning, discussões tecnológicas sobre ferrametal, conceitos como o "Embedded Learning", aprendizagem significativa ou contextualizada, modelos para isto ou para aquilo, porém, ao encontrar, no YouTube, o vídeo "Aprender a Aprender" (http://www.youtube.com/watch?v=onQrYYFf2to) me ocorreu que esta busca - e talvez toda essa discussão - estava alienada dos sentimentos de carinho, cuidado, realização, encorajamento, entre outros, que devem determinar as ações da verdadeira educação.
Convido-os a assistirem o vídeo e prestarem especial atenção às questões da importância da "tentativa e erro", condução para a desenvolvimento contínuo, celebração dos resultados e encorajamento, e além de tudo, da compreensão da magia que envolve o aprender.
Outros conteúdos que achei interessantes:
http://www.youtube.com/watch?v=IJY-NIhdw_4
http://revistaeducacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=12636
Me deparei com artigos sobre o EAD/E-learning, discussões tecnológicas sobre ferrametal, conceitos como o "Embedded Learning", aprendizagem significativa ou contextualizada, modelos para isto ou para aquilo, porém, ao encontrar, no YouTube, o vídeo "Aprender a Aprender" (http://www.youtube.com/watch?v=onQrYYFf2to) me ocorreu que esta busca - e talvez toda essa discussão - estava alienada dos sentimentos de carinho, cuidado, realização, encorajamento, entre outros, que devem determinar as ações da verdadeira educação.
Convido-os a assistirem o vídeo e prestarem especial atenção às questões da importância da "tentativa e erro", condução para a desenvolvimento contínuo, celebração dos resultados e encorajamento, e além de tudo, da compreensão da magia que envolve o aprender.
Outros conteúdos que achei interessantes:
http://www.youtube.com/watch?v=IJY-NIhdw_4
http://revistaeducacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=12636
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